Tenho medo do vazio então me preencho. De bobo completo espaços que nasceram tão perfeitamente sabiamente para serem apenas brancos.
A boca mente. A mente mente. Os dedos falam verdades. (menos quando escrevem, dai mentem mentem mentem.)
Minhas profundas sabedorias burras. Minhas tempestades não vem da cabeça, vem da barriga. E eu finjo não sentir, mas,
sinto muito!
e sinto falta. e finjo que não sinto fingindo saber dos 1+1 da vida.
mas passa um vento e: três!
quem sabe é vento, é grama, é inseto. inseto sabe muito.
eu influenciável, eu mole, eu cópia de vida. eu não-inseto. eu nada.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
olhos de claridade
acendi todas as velas da casa. encontrei uma lamparina. liguei 3 lanternas e saí estalando todos os interruptores.
encharquei até algumas tochas. liguei a tv.
acendi a luz de todos os banheiros.
"menina minha, era só abrir a janela."
encharquei até algumas tochas. liguei a tv.
acendi a luz de todos os banheiros.
"menina minha, era só abrir a janela."
dei pra sangrar colorido
no asfalto que planifica tudo e iguala todas as cores da vida
acho bom olhar como cada um acha um jeito de se manifestar
tanto conscientemente quanto não
e eu afeto e afetam-me
aconteço e sou acontecida
pela poesia das ruas (poesia das ruas: coisas que as pessoas falam e sem querer quase que são bonitas, mas são reais)
olho bem dentro das bocas abertas que passam por mim buscando AR, PELO AMOR DE DEUS
AR
TE
e vou dormir suja.
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