Você tem cheiro de novidade. Você é leve, positivo. Somos promissores.
Sei que prometemos não entrar no clichê mas me expresso por eles; te conhecer foi uma chance em um milhão.
Você é o por-vir.
Olha, tá bagunçado aqui em mim porque acabou de sair alguém, mas eu arrumo pra você entrar, só me dá algum tempo. Sei que você também tá bagunçado, mas a gente se conserta.
Ou se reconstrói. Juntos e sem pressa.
sábado, 8 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
P A R E M D E E T I Q U E T A R A A R T E
Estudou por décadas para ter autoridade de julgar a arte alheia. Analisa o sentido das pinceladas e a ordem das notas musicais nas melodias. Racionalizam a arte. Classificam emoções que nem são suas em bonitas ou feias. Certas ou erradas, bem ou mal exprimidas.
Críticos mortos, cinzas! Vocês não vivem de poesia, só de erros gramaticais.
Críticos mortos, cinzas! Vocês não vivem de poesia, só de erros gramaticais.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
pés de asfalto
Fazer parte dessa sujeira urbana diária quase me faz virar sujeira urbana também.
Parece que meus pés só são capazes de percorrer asfalto, porque meus pés viraram o próprio asfalto. Meus pulmões só funcionam com fumaça. Não escuto nada sem buzinas e sirenes bem altas. O céu? O céu é branco-doente. Qualquer cor diferente disso que eu eventualmente venha a enxergar, é coisa desses meus olhos patológicos. Nada no mundo é verde, só cinza.
E se você não for feito de plástico, por favor, não fale comigo.
Parece que meus pés só são capazes de percorrer asfalto, porque meus pés viraram o próprio asfalto. Meus pulmões só funcionam com fumaça. Não escuto nada sem buzinas e sirenes bem altas. O céu? O céu é branco-doente. Qualquer cor diferente disso que eu eventualmente venha a enxergar, é coisa desses meus olhos patológicos. Nada no mundo é verde, só cinza.
E se você não for feito de plástico, por favor, não fale comigo.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Ela tanto, eu tão pouco. Ela barulho, eu calmaria.
Ela me quer muito, mas junto, todas.
Ela me puxa e me beija com urgência, aperta minha nuca, me morde. Depois me empurra, vira pro outro lado e dorme. Me conta mil histórias, mil noites e amores dos quais nenhum sou eu.
Me olha tão fundo que é difícil suportar não beijá-la. Me abre, me vira e mê lê, eu nem sei como interpretar seus olhos.
Viveu mil anos. E eu, engatinhando.
Sinto fome dela. Quero sua delicadeza e força e o cheiro do seu travesseiro em mim. E só por segundos, no escuro, que sejamos iguais.
Ela me quer muito, mas junto, todas.
Ela me puxa e me beija com urgência, aperta minha nuca, me morde. Depois me empurra, vira pro outro lado e dorme. Me conta mil histórias, mil noites e amores dos quais nenhum sou eu.
Me olha tão fundo que é difícil suportar não beijá-la. Me abre, me vira e mê lê, eu nem sei como interpretar seus olhos.
Viveu mil anos. E eu, engatinhando.
Sinto fome dela. Quero sua delicadeza e força e o cheiro do seu travesseiro em mim. E só por segundos, no escuro, que sejamos iguais.
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