Eu quis achar que os insetos criavam asas no calor para passear nas noites quentes de verão. Quis achar que mariposas gostam de se vestir de lua, por isso ficam a noite toda imóveis. Pensei que as formigas usavam pontos nos ouvidos, para que se comuniquem em suas missões além-formigueiro. Que as árvores tremelicam com o vento porque ele canta, e elas dançam.
Mas a natureza não é bonita. A natureza é.
A natureza é, e a frase acaba assim.
Enquanto eu projetar meu amor, ele não existe. Enquanto eu projetar, meu amor...
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
domingo, 30 de novembro de 2014
[isso é um relatório] O assassinato do subjetivo será o seguinte
Sem menções à qualquer coisa pessoal demais. É permitido palavras rápidas sobre o tempo, algum objeto, alguma pergunta sobre onde fica o banheiro. Mais que isso corre o risco de não morrer.
Proibido abraços longos ou sinceros. Abraços breves de meio corpo na hora de dar tchau são permitidos, porém quase perigosos. Expressamente proibido contato visual significante.
Toques de mãos distraídas nunca matariam, como o esperado. Ao contrário. Deixariam viver.
É permitido quaisquer pensamentos de qualquer ordem. É proibido demonstrá-los.
Preferível que qualquer interação seja permeada de piadas, para que se mantenha a distância necessária.
Proibido ler-se.
Proibido abraços longos ou sinceros. Abraços breves de meio corpo na hora de dar tchau são permitidos, porém quase perigosos. Expressamente proibido contato visual significante.
Toques de mãos distraídas nunca matariam, como o esperado. Ao contrário. Deixariam viver.
É permitido quaisquer pensamentos de qualquer ordem. É proibido demonstrá-los.
Preferível que qualquer interação seja permeada de piadas, para que se mantenha a distância necessária.
Proibido ler-se.
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