Não aguentava suas tempestades de palavras. Você que fazia para me diminuir, declamava, declamava, declamava... Porque sabia que eu não tenho jeito com frases.
Passamos pelas 4 estações juntos mas o curioso é que eu só te lembro no inverno. Gelado igual as sílabas que você jogava em mim, goela afora, poeticamente, poética mente.
Você nunca me enganou não, saiba! Com tua inclinação pra tudo que é poesia falada. Você não me ganhou nisso não. Não sei que tipo de dispositivo tinha na sua mente que você apertava e desencadeava na sua boca, língua, e enfim meus ouvidos ou dedos-teclado-meus olhos, mas nunca me enganou. Eu sei que você não fazia poesia, vomitava.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
Quando acendi
E foi você, feito de brilho ancestral. Pus minha boca pra dançar com a sua, deixei suas ondas golpearem minha língua, aceitei a visceralidade. Dois oceanos em tempestade carnal. Te deixei entrar.
terça-feira, 18 de março de 2014
domingo, 16 de março de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Não sei cultivar
Semana passada plantei uma semente. Brotou, cuidei, poetizei em cima. Regava todo dia e colocava no sol, conversava, até escolhia minhas músicas com cuidado pra não atrapalhar o broto.
Um dia cheguei em casa e ela estava caidinha marrom e seca e morta. Você que tire o significado que quiser disso.
Um dia cheguei em casa e ela estava caidinha marrom e seca e morta. Você que tire o significado que quiser disso.
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